terça-feira, 12 de maio de 2009

Colapso


Depois de estremecer o corpo
E sentir o frio varrendo minha coluna
Como se um bloco de gelo estivesse se arrastando sobre mim
O sangue corria mais rápido
Mas o calor não surgia
Sentia o coração batendo forte sem ao menos tocá-lo
Via o meu próprio peito se movendo, pelas batidas do medo
O suor saía frio
Meus olhos arregalados viam uma neblina turva
Pendindo para que tudo fosse um mero sonho
Minha mão tremia como a grama nos dias de vento
Eram gélidas como um iceberg
Pensamentos mirabulantes
Medos incontroláveis
Perder minha vida
Perder meu coração
Suar frio pelo resto da vida
Acordar ao meio da noite
E sob o calor do cobertor, estremecer-me de frio
Os pensamentos ruins não saem da minha mente
Medo do surto intolerante
Sofrimento pelo sarcasmo
Ignorado pelo meu viver
Corro pelas ruas
Atravesso o traçado dos carros
Me refugio na sombra e chego ao deserto
Tomo três cigarros e um esqueiro vermelho
Vermelho como o sangue que escorre de meus pulsos ao anoitecer
Pulsos cortados para impressionar
A quem? Pra que?
Imprudência, imaturidade minha
A ceia que não queria descer pela minha garganta
O cálice que não me deixa beber
Escondo minha fraqueza
Espero que o tempo das barreiras acabem
Venho ao meu único prazer
O brilho quadrado cheio de palavras
Que me permite dizer
"Minha mente está próxima a um colapso"
O brilho some
Meu caminho me leva ao meu leito
Após saber que boas novas vieram
Após saber que as ruins se contiveram
Eu durmo com medo do que pode vir amanhã
E descanso esperando o amanhecer de minha sorte
Evitando que o terror tome conta de meu ser
Livrando-me não sei até quando
Livrando-me deste colapso

Por: Dieyson Gomes