
Caminhando sob a escuridão
Da noite vermelha
Os galhos das árvores se movendo
Da lua cheia e vermelha a luz era lançada
Uma luz em tom carmesim
Por entre os galhos das árvores eu via
Via algo parecido com mãos
Nossas mãos
Balançavam, fugiam e se encontravam
Segurando-se cruzando os dedos de uma na outra
Daquele momento
Em que a carne foi tão próxima
Que o vermelho carmesim do sangue parecia visível
O sangue se movendo rápidamente
O calor que da pele arrancava gotas
A eternidade
Que hoje já não parece ter mais que poucos minutos
O momento em que teu hálito era claro
O Cheiro das frutas vemelhas que tanto gosto
Ah, como gosto
Teu cheiro na minha pele
Teu suspiro no meu ouvido
Agora não mais
O aroma se foi
O suspiro tornou-se silêncio
E caído sobre a grama vermelha
Estou a conversar com minha única cúmplice
Oh, Lua cheia
Entenda o grito de martírio deste teu amigo
O martírio que em outras palavras é conhecido por paixão
Por Dieyson Gomes

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