O buraco na parede está fechado
O chão sob meus pés jaz aqui ao meu lado
Minha vida tão vermelha escorre louca
Descendo fria e turbulenta pela minha boca
O espelho quebrado está inteiro
A força é fraca e luta contra um mal faceiro
O silêncio, o escuro
O grito, o murmúrio
À vida sem sentido fui trazido
Mas fora desse mundo louco, eu sei: estarei perdido
O clarão, o transporte
Outro lugar, mas ainda não me torna forte
Sono corre pelas arestas
Olhos alertas
Sem chão, sem ar
Rosto e chão, agora, ambos a se tocar
Sinto de novo o medo
Que me envolve como um cerco
Tremendo ao notar como é cedo
E lastimar cada segundo que perco
- Foi tudo isso um sonho meu?
Por: Dieyson Gomes
A Paranóia se recusa a me abandonar
Por quanto tempo eu sobreviverei sem ar?
Por quanto tempo eu sobreviverei sem ar?

1 comentários:
Paranóia... Paranóia...
Gosto de textos assim (ou de imaginar o que o autor passou pra ter tal inspiração).
Postar um comentário