quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Aquela janela


A noite era quente como o inferno
E a janela soprava calafrios em sua espinha
Sempre mentindo para si mesmo
Sempre lutando pra ser alguém a mais

Algo que nunca lhe foi concedido
Algo que sempre lhe foi ausente
Um pedaço seu que nunca existiu
Um castelo feito de pó e ilosões

O suor corria-lhe a pele
Descendo pelo relevo de seu corpo
Misturando-se às lágrimas
Que foram sangradas sem mais, sem menos

Seu coração ressoava
Em batidas desesperadas
Ele podia ver seu peito pular
E ouvir sua alma explodir

De novo e de novo
Idiota! Idiota!
Por que sempre fugindo de si mesmo?
Por que sempre correndo?

Desertando de si mesmo como uma criança
Com medo do escuro
Olhando solitário para aquela janela
De onde o calafrio ardente o amedronta

Por: Dieyson Gomes

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